Dr. Renato PachecoNeuropediatria · CRM-MG 35728 · RQE 19897

Transtornos de Aprendizagem

Quando a escola vira um desafio, há sempre um porquê

Algumas crianças inteligentes, curiosas e esforçadas enfrentam dificuldades desproporcionais para aprender a ler, escrever ou lidar com números. Quando isso acontece, pode haver um transtorno específico de aprendizagem — como a dislexia (leitura), a disortografia (escrita) ou a discalculia (matemática).

Esses transtornos não têm relação com preguiça ou falta de capacidade. Eles refletem formas diferentes de funcionamento do cérebro e, com o diagnóstico correto e as estratégias adequadas, a criança pode aprender e se desenvolver plenamente.

Sinais que merecem atenção

Na alfabetização

  • Dificuldade persistente para reconhecer letras e seus sons
  • Troca, omite ou inverte letras e sílabas ao ler e escrever
  • Leitura muito lenta e cansativa para a idade
  • Evita atividades de leitura e escrita

Na matemática

  • Dificuldade para entender quantidades e o valor dos números
  • Não memoriza fatos matemáticos simples, como somas básicas
  • Confunde sinais e etapas na resolução de problemas

No comportamento

  • Notas abaixo do esperado apesar do esforço
  • Dor de barriga ou choro nos dias de escola e de prova
  • Frases de desânimo, como “eu não sou inteligente”
  • Queixas da escola de desatenção apenas em algumas matérias

A presença de um ou mais sinais não fecha um diagnóstico — indica que vale a pena conversar com um especialista.

Como é feita a avaliação

A investigação busca responder a uma pergunta central: por que esta criança não está aprendendo no ritmo esperado? Avaliamos visão, audição, atenção, linguagem, desenvolvimento global e o contexto emocional e pedagógico — porque dificuldades escolares podem ter muitas causas, e cada uma pede uma resposta diferente.

O diagnóstico dos transtornos específicos de aprendizagem é feito em conjunto com avaliação neuropsicológica e fonoaudiológica, que mapeiam com precisão as habilidades de leitura, escrita, matemática e as funções cognitivas da criança.

Como é o acompanhamento

Com o diagnóstico em mãos, elaboramos um plano que envolve terapias específicas (como fonoaudiologia e psicopedagogia), orientações objetivas para a escola — incluindo adaptações previstas em lei — e acompanhamento médico das condições associadas, como o TDAH, frequentemente presente.

O objetivo é que a criança recupere não apenas o desempenho, mas principalmente a confiança em si mesma e o prazer de aprender.

Atendimento em todo o Brasil

Consultas presenciais em Conselheiro Lafaiete e Barbacena (MG) e teleconsulta para famílias de todo o país, nos casos indicados.

Perguntas frequentes sobre Transtornos de Aprendizagem

Qual a diferença entre dificuldade escolar e transtorno de aprendizagem?

Dificuldade escolar é um termo amplo, que pode ter causas pedagógicas, emocionais, sensoriais ou médicas. O transtorno específico de aprendizagem é uma condição do neurodesenvolvimento, persistente, que afeta habilidades específicas como leitura, escrita ou matemática, apesar de inteligência e ensino adequados.

Com que idade é possível diagnosticar dislexia?

O diagnóstico formal geralmente é feito após o período inicial de alfabetização, por volta dos 7 ou 8 anos. Sinais de risco, porém, podem ser identificados antes, permitindo intervenção precoce mesmo sem o diagnóstico fechado.

A escola é obrigada a fazer adaptações?

Sim. A legislação brasileira garante às crianças com transtornos de aprendizagem e outras condições do neurodesenvolvimento o direito a adaptações razoáveis no processo de ensino e avaliação. O laudo médico e os relatórios das terapias orientam essas adaptações.

TDAH e dislexia podem acontecer juntos?

Sim, e é comum. Cerca de um terço das crianças com dislexia também apresenta TDAH. Por isso, a avaliação deve sempre considerar as duas possibilidades.

Conteúdo informativo. Não substitui avaliação médica individualizada.

Agende uma avaliação especializada.

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